dezembro 23, 2003

Smile 54

Cheguei, após árdua e exaustiva investigação, à seguinte conclusão:
O Papa é um boneco!
Anos e anos de estudo, de profundas investigações, de missões como infiltrado e até de grandes riscos de vida, qual James Bond à portuguesa, tipo Zé Gato (mítico “Quem és tu, Zé Gato?”), levaram-me a descobrir a grande farsa que tem atingido toda uma horda de cristãos pelo mundo fora. Existe uma organização que leva as pessoas a crerem que na realidade existe um Papa que representa Deus na terra.
Essa organização, composta por vários elementos que usam umas vestes até aos pés, normalmente vermelhas (a cor define a hierarquia dentro da organização), costuma reunir-se muito raramente, só quando o Papa morre. Nessa altura, juntam-se todos para uma tarde de poker, com os seus charutos e garrafas de whisky. Ali ficam eles, durante horas, a fumar e a beber até que se acabam os charutos. Nessa altura, e já com a bebedeira, começam a tentar fumar o que têm à mão, o que muitas vezes, ao queimar, acaba por fazer fumo branco. É então que se apercebem que já não têm mais tabaco e saem para comprar. O povo, que se junta à volta do local de jogo, convence-se que chegaram a uma conclusão. Eles, para não dar bandeira, dizem que já elegeram o novo Papa.
Aqui surge a questão da eleição do Papa. Na maior parte das vezes é o que ficou a perder mais dinheiro, já que a condição de Papa lhe vai permitir encher-se de dinheiro, viver num palacete de luxo e rodear-se de toda uma parafernália de mordomias. É como um prémio de consolação. Claro que tem os seus contras. Por isso é que nem todos querem ser o Papa. Tem que andar pelo mundo fora, falar 350 línguas diferentes e, o pior, tem que dar beijos no chão. É tipo jogador da bola quando entra em campo. Toca no chão e benze-se, para o jogo lhe correr bem. O Papa beija logo o chão directamente, para não sofrer nenhum atentado. Há pouco tempo este ritual foi abandonado. O Papa bastas vezes se começou a desequilibrar e de cada vez que tentava beijar o chão, dava com tanta força no asfalto do aeroporto que a placa dentária já se começava a deformar.
Este último Papa, apesar de ter uma figura simpática, era um ícone no seio religioso. Não por ser o Papa, mas porque é conhecido como o “Sete-Vidas”. Já nos tempos em que ainda não era Papa era conhecido pela sua sorte em se safar de morrer. Em algumas rixas entre gangs, conseguiu sempre safar-se do pior.
Certa vez, em 1948, numa rixa de rua entre católicos e muçulmanos, frequentes na altura, um certo Khomeini chegou mesmo a esfaquear o jovem Karol, mas este, sempre com presença de espírito, conseguiu escapar, gritando “Ainda havemos de nos encontrar!”. Anos depois, voltaram a encontrar-se, cada um deles como líder da sua organização.
Hoje, apesar da esperança que os crentes ainda depositam numa recuperação, o Papa está acabado. É apenas o testa de ferro da organização. Veja-se que ele nunca se mexe muito. É o efeito das drogas. Como a todos os que se tornam sobre-humanos, tipo jogadores de futebol, actores e outros que sobem demasiado na vida, o Papa caiu nas malhas da cocaína. Sempre com a moca, atente-se na forma como fala, este Papa está agora apenas à espera do fim. Há até quem testemunhe que quando o estão a vestir para as suas missas ele vai gritando: “Deslargerem-me! O que é estra merdier?! Eu já malr me consigure mexere, e ainda me meterem montesh de catrapázios em cima!”.
Há outras organizações que já investiguei e cujos resultados faço questão de partilhar.
Uma delas é a organização mais temida e mais perigosa para os portugueses. Uma série de malfeitores estão empenhados em tirar-nos tudo o que temos, de uma forma que não nos dá margem para escapar. Falo dessa organização criminosa que vulgarmente é referida como Governo… Fica para a próxima!

Publicado por Pikes em dezembro 23, 2003 05:53 PM
Comentários

8,5 [de 1 a 10]

... até ao penúltimo parágrafo.

1, de 1 a 10, pelo último.

Afixado por: Senhor Doutor em dezembro 24, 2003 01:34 AM